domingo, janeiro 28, 2007

Maçã-do-amor

Começou assim, inocentemente, como duas mãos que se vêem, como dois olhares que se tocam...

Tudo assim, por acaso, invertido... A roda gira e lá em cima tudo se perde confusamente... Até o tempo se perde, e da ordem vem o caos. Em meio ao caos os olhares crescem e são apenas olhares, essência, perdição da matéria, recantos lúdicos, onde jamais o amor descansa e ele não quer descansar! Ele não quer!

A roda pára. Lá em cima. E o amor gira. Gigante!

O amor é maçã, assim mesmo, servido em palito, camada fina de cristal doce que logo se desfaz na saliva e logo vem a parte sólida, que é devorada com avidez! Ainda a esperança do fino cristal doce, a saudade...

Lá em cima venta e é tudo do que o amor precisa... O sopro da brisa nas labaredas da maçã!
Vermelha... Efêmera... Eterna...

Um comentário:

P.F. disse...

Eterna brisa, eterna chama... Te amo!!!